sábado, 1 de dezembro de 2007

SEMINÁRIO -REESTRUTURACÃO PRODUTIVA: ACUMULACÃO FLEXÍVEL E SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

A era da acumulação flexível se apresenta como forma de superação da crise capitalista evidenciada a partir de 1973, representada pela crise do petróleo e pela estagflação. A partir dela, o mercado gradativamente passou a não mais comportar a produção maciça do modelo fordista, gerando desequilíbrio entre produção e consumo, tornando-se instável. Como é no mercado que o capitalista alcança o lucro, pela comercialização das suas mercadorias e de seus serviços, é ele que informa todo o eixo de organização produtiva, impondo, assim, a necessidade de alteração do modo de produção, pela sua flexibilização, sendo preciso também flexibilizar a exploração dos fatores de produção, dentre os quais a forca de trabalho, o que explica a necessidade de desregulamentação da legislação.
A globalização neoliberal é resposta econômica à crise, decorrendo da necessidade de o capital intensificar a exploração dos mercados existentes e de explorar novos mercados, sempre como o objetivo de garantir a permanência do processo de acumulação e de centralização de capital, tendência que o sistema capitalista revela desde sua gênese.
Toyotismo: modelo de produção japonês, criado por Eiji Toyoda e o engenheiro de produção Taichi Ohno. O modelo é composto por: automatização, just in time, trabalho em equipe, administração por estresse, flexibilização da mão-de-obra, gestão participativa, controle de qualidade e subcontratacão.
O sistema garante ganhos em tempo recorde:
pontualidade na entrega dos produtos,
reduzem pela metade os estoques,
aumentam a capacidade produtiva.
E o que é melhor, tudo isso sem grandes investimentos, exceto com o treinamento de pessoal.
Outro segredo da excelência produtiva é a relação com os fornecedores. No toyotismo não há grandes estoques, por medida de redução de custos e de aumento de lucro, viabilizado pela informatização e pela melhora dos meios de comunicação e transporte, possibilitando que os fornecedores entreguem as pecas necessárias para a produção na hora certa (just in time). Produzem conforme a capacidade aquisitiva do mercado.

Sociedade da informação (e do conhecimento)

Define uma sociedade em que a distribuição e a manipulação de informação se torna a mais significativa e importante atividade econômica e cultural.
Distingue-se de sociedades que predominantemente se afirmam como industriais ou agrárias. Conceito de terceira vaga (Alvin Tofler)
As máquinas da sociedade de informação são os computadores e as telecomunicações, igualmente elementos importantes das designadas tecnologias de informação.
A passagem da sociedade industrial para a sociedade da informação já ocorreu nos EUA em 1950.
O número de empregos em informação ultrapassará até o final de século, a soma dos empregos nos setores de agricultura, indústria e serviços.A sociedade moderna é orientada pela tecnologia, com constantes mudanças das suas características (e numa taxa cada vez mais acelerada).

Referência Bibliográfica
KUMAR, Krishan. Da sociedade pós-industrial à pós-moderna-novas teorias sobre o mundo contemporâneo. Rio de Janeiro,1997.Editora Jorge Zahar.p.78-111
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede.Ed 7ª.Volune 1. São Paulo, 2003.Editora Paz e Terra SA.p.39-60

Um comentário:

Turma do porão disse...

Parabéns, adoramos as análises!!!!!