1- O que o autor quer dizer com “declínio da produção em massa” e o nascimento de um novo paradigma voltado para a produção /acumulação flexível?
Em 1973 o mundo vive a crise do petróleo, entra em um processo de estagflação. As indústrias não conseguem vender seus produtos, pois não há mercado comprador. O modelo de produção fordista que estava baseado na produção em alta escala para depois prospectar o mercado consumidor, entra em decadência. Surge então uma nova tendência, o toyotismo, que utilizou-se do conhecimento fordista para começar uma nova etapa na produção mundial de bens de consumo. O toyotismo surge quando dois japoneses da montadora de carros Toyota visitam os E.U. A.,
Para conhecerem a fábrica da Ford e verificarem seus processos de produção. Sendo inviável a implantação de tal modelo no Japão, cria-se um novo modelo de produção que tem por base uma indústria pequena sem lugar para grandes estoques, com mão-de-obra treinada e participante-responsável do processo de produção. Como não tem estoques, os seus fornecedores trabalham em “just in time” (hora certa), sendo a mercadoria
entregue quando for necessária sua utilização. As indústrias se instalam onde podem obter maior lucro; com impostos baixos, mão-de-obra barata. Produzem o que o mercado quer comprar, para conhecê-lo investe em pesquisas de mercado e em contra partida oferece a ele os produtos pedidos. O trabalho visa evitar o desperdício, investindo em treinamento do pessoal, onde cada um é responsável pela tarefa que executa; há um controle de qualidade total, durante o processo de produção.
2- Em que medida o Fordismo/Taylorismo pode ser relacionado com as revoluções de 1989 e 1991 pelo qual destaca o autor?
As revoluções são as de 1989 – a queda do muro de Berlim-Alemanha, e de 1991 – a Perestroika e a Glasnost-na União Soviética. O modelo de produção era o mesmo das nações capitalistas, o fordismo/taylorismo. As nações comunistas não tinham mais como continuar com um modelo de produção ultrapassado. Essas nações não possuíam tecnologia para competir com as nações capitalistas. Além disso, os meios de comunicação comunistas reprimiam qualquer iniciativa contrária ao poder vigente, o clima de medo que a repressão causava na população, fazia com ela não mais confiasse no governo. Esses modelos de produção são responsáveis por essas revoluções uma vez que as populações desses países não mais agüentavam um estrangulamento econômico, social e político em que viviam. Os governos não mais conseguiam conter a população insatisfeita com a situação em que se encontravam, começam por tentativas que abrandem as crises e que venham de encontro com os anseios do povo.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
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